Nas minhas caminhadas de Sábado matinal, descobri uma família de Cabo Verde trabalhando o campo, na apanha do milho. Verifiquei a beleza extraordinária que provinha das diferentes cores deste cereal.
Gentilmente providenciei umas fotos do acontecimento, o que carinhosamente acederam.
Palavra puxa palavra, convidaram-me para tomar o pequeno-almoço com eles.
Surpresa minha, pois há muito tempo que não recordava os valores da simplicidade da hospitalidade.
Estavam todos. Avós, filhos, netos, irmãos, madrinha e afins. Curiosamente, enquanto só eu estava sentada à mesa, vinha um adolescente e mais outro, e pespegava-me um beijito na face, como se fosse da família. Pensei com os meus botões, um adolescente dos nossos, diria um bom dia para cota, acabrunhado.
Deixaram-me comer. Vieram os mais pequenos. Um distinguiu-se convidando-me para ir com ele ver os porcos. Era muito simpático, mas não consegui fazê-lo sorrir.
Agilmente pegou-me na mão e conduziu-me à pocilga. Há muito que as minhas narinas não conheciam estas delícias odoríficas. Reconheço que tive um pouco de receio, sentir aquelas criaturas através das cancelas cheirar-me os pés, pareciam querer comer me!
Pirei-me dali para fora, por ser um ambiente um pouco para o “grunhento” fechado, “perfumado” e, sobretudo pensar nas pobres criaturas assadas na brasa ou chouriço em fumeiro.
Depois seguiu-se a sessão fotográfica com as crianças.
Prometi lá voltar.
A família ofereceu-me terreno para cultivar.
No regresso a casa ainda tive a oportunidade de comer amoras silvestres e figos cuja árvore deve ter centenas de anos.
Há muito que via touros e vacas a pastar, quando fico na paragem da minha casa. Nesta caminhada tive oportunidade de captá-los mais de perto.
Agora digam lá que eu não vivo na cidade do campo aqui tão perto!
4 Kuanto Baste:
São mesmo porcos...
By the way, acabaram as férias?
Vá, vamos lá produzir!!!
Refiro-me à segunda foto, claro.
Nam podia ser outra coisa.
calcorrear espaços onde "Amoras silvestres"....e corrais «perfumados» a "céu - aberto» se misturam com sorrisos e cultura de África é sempre mais uma motivação para entender a máxima "todos diferentes, todos iguais".
Até sempre
Paulo Sempre
Bonita caminhada...
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