Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Caminhadas








Bem perto do local onde vivo, existem pessoas com características heterogéneas de vida.
Nas minhas caminhadas de Sábado matinal, descobri uma família de Cabo Verde trabalhando o campo, na apanha do milho. Verifiquei a beleza extraordinária que provinha das diferentes cores deste cereal.
Gentilmente providenciei umas fotos do acontecimento, o que carinhosamente acederam.
Palavra puxa palavra, convidaram-me para tomar o pequeno-almoço com eles.
Surpresa minha, pois há muito tempo que não recordava os valores da simplicidade da hospitalidade.
Estavam todos. Avós, filhos, netos, irmãos, madrinha e afins. Curiosamente, enquanto só eu estava sentada à mesa, vinha um adolescente e mais outro, e pespegava-me um beijito na face, como se fosse da família. Pensei com os meus botões, um adolescente dos nossos, diria um bom dia para cota, acabrunhado.
Deixaram-me comer. Vieram os mais pequenos. Um distinguiu-se convidando-me para ir com ele ver os porcos. Era muito simpático, mas não consegui fazê-lo sorrir.
Agilmente pegou-me na mão e conduziu-me à pocilga. Há muito que as minhas narinas não conheciam estas delícias odoríficas. Reconheço que tive um pouco de receio, sentir aquelas criaturas através das cancelas cheirar-me os pés, pareciam querer comer me!









Pirei-me dali para fora, por ser um ambiente um pouco para o “grunhento” fechado, “perfumado” e, sobretudo pensar nas pobres criaturas assadas na brasa ou chouriço em fumeiro.













Depois seguiu-se a sessão fotográfica com as crianças.
Prometi lá voltar.
A família ofereceu-me terreno para cultivar.




No regresso a casa ainda tive a oportunidade de comer amoras silvestres e figos cuja árvore deve ter centenas de anos.




Há muito que via touros e vacas a pastar, quando fico na paragem da minha casa. Nesta caminhada tive oportunidade de captá-los mais de perto.




Agora digam lá que eu não vivo na cidade do campo aqui tão perto!








4 Kuanto Baste:

Repórter disse...

São mesmo porcos...

By the way, acabaram as férias?

Vá, vamos lá produzir!!!

Repórter disse...

Refiro-me à segunda foto, claro.
Nam podia ser outra coisa.

Paulo Sempre disse...

calcorrear espaços onde "Amoras silvestres"....e corrais «perfumados» a "céu - aberto» se misturam com sorrisos e cultura de África é sempre mais uma motivação para entender a máxima "todos diferentes, todos iguais".

Até sempre

Paulo Sempre

Luis Eme disse...

Bonita caminhada...